1. EDITORIAL 25.7.12

"HORA DE EXIGIR RESPEITO"
Luiz Fernando S, diretor editorial adjunto

Foi uma ao coordenada, que teve como resultado as recentes presses de rgos do governo sobre empresas do setor de servios que costumam aparecer no topo das listas de queixas dos consumidores. Primeiro foram os bancos, depois os planos de sade e, na semana passada, as operadoras de telefonia celular. Trs delas tiveram suspensas, por ordem da Agncia Nacional de Telecomunicaes (Anatel), as vendas de novas linhas em determinadas regies. O movimento surpreendeu, pelo ineditismo e pela intensidade. As empresas alegam que havia, antes da proibio das vendas, outros mecanismos para a entidade cobrar delas o cumprimento das metas estabelecidas quando assumiram as concesses para prestar um servio pblico. Houve quem visse uma jogada populista na ao da Anatel, uma forma de o governo angariar simpatias com uma causa que certamente seria bem-vista pelos usurios de celulares, assim como foram no cerco aos planos de sade e aos juros bancrios. Pode-se, porm, ver a questo de outra maneira. Com a economia estabilizada, a inflao sob controle, os nveis de emprego em patamares positivos histricos, no seria o momento justamente de discutirmos e aperfeioarmos a forma como os servios pblicos chegam aos cidados? O arcabouo necessrio para isso est posto. H leis, agncias reguladoras, metas e empresas que se credenciaram prometendo investimentos e eficincia. Se cada um fizer a sua parte, damos mais um passo em direo ao ttulo de pas desenvolvido, que tanto almejamos. O respeito s regras e aos brasileiros deve ser imposto s empresas tanto quanto aos governos. Tambm h metas para a sade pblica, para a educao pblica, para o transporte pblico, para a segurana pblica. O rigor na exigncia de seu cumprimento, semelhante ao usado na cobrana s operadoras de celulares, seria tambm muito popular e necessrio.
